O ímpeto deste site é o Libertarianismo. A premissa básica dessa filosofia é a de que é ilegítimo praticar agressão contra não agressores. O que se quer dizer com agressão não é assertividade, argumentatividade, competitividade, ousadia, disputabilidade ou antagonismo. O que se quer dizer com agressão é o emprego da violência, como a que tem lugar no assassinato, estupro, assalto ou seqüestro. O Libertarianismo não implica em pacifismo; não proíbe o uso da violência em legítima defesa ou mesmo retaliação a violência. A filosofia libertária condena apenas o dar início a violência – o uso de violência contra uma pessoa não violenta ou sua propriedade.
Nada há de impróprio ou controverso nessa visão. A maioria das pessoas a apóia de todo o coração. E, sem dúvida, esse sentimento é parte e parcela da nossa civilização ocidental, guardada no relicário do direito natural.
A singularidade do Libertarianismo é encontrada, não na declaração de seu princípio básico, mas na maneira rigorosamente consistente, maníaca, até, a qual o princípio é aplicado. Por exemplo, a maioria das pessoas não vê qualquer contradição entre este princípio e nosso sistema tributário. O Libertarianismo vê.
A tributação é contrária ao princípio básico, porque envolve agressão contra cidadãos não agressivos que se recusam a pagar impostos. Não faz a menor diferença que o governo ofereça bens e serviços em troca da arrecadação. O importante é que o chamado “comércio” (dinheiro em impostos por serviços do governo) é coagido. O indivíduo não é livre para rejeitar a oferta. Tampouco o fato de que a maioria dos cidadãos apóie essa tributação coercitiva faz qualquer diferença. Mesmo quando endossada pela maioria, a iniciação de agressão física não é legítima. O Libertarianismo condena-a nessa área, como a condena onde quer que ocorra.
Outra diferença entre as crenças dos liberais e as de outros membros da sociedade é o anverso da visão de que a violência iniciatória é maligna. Os libertários defendem que, no que se refere à teoria política, qualquer coisa que não envolve a iniciação de agressão não é maligna, e que, no que respeita a teoria política, qualquer coisa que não envolve a iniciação de violência não é um mal punível e não deveria ser considerada ilegal.


