É melhor sinalizar a bondade a fazer o bem.
É isto. Esta é a lição. (Obrigado a Steve Horwitz pelo título do post). A política democrática é em sua maior parte sobre sinais, não sobre essência. A lição é simples, mas por algum motivo difícil de entender.
Tudo bem, tudo bem, eu admito que essa não seja a Grande Lição Da Qual Tudo O Mais Se Segue. Em primeiro lugar, eu estou falando sobre política democrática em tempos mais ou menos normais. Adam Smith estava certo ao falar sobre uma pessoa “amar dominação e tirania”. Conhecimento importa independentemente dos sinais. Sinceros benfeitores que pensam saber mais que os outros são no mínimo tão perigosos quanto os patifes que Hume nos alertou. E eu nunca fingiria ter melhorado a grande lição de Madinson do Federalist 51: “Se os homens fossem anjos, nenhum governo seria necessário. Se os anjos governassem os homens, nenhum controle externo ou interno ao governo seria necessário”. Todavia, sinalizações sempre importam na política. Na maior parte do tempo, a política democrática lida principalmente com sinais. Principalmente tentando sinalizar a bondade. Essa lição se aplica a ambos os lados da urna. No lado dos eleitores, estamos preocupados em “expressar o voto” como Brennan e Buchanan clarificaram.
Por que se preocupar em votar quando o seu voto tem essencialmente poucas chances de pender a balança? Você vota para se expressar. Normalmente, você está expressando uma série de valores que enviam um sinal para si mesmo e para os outros que você é uma boa pessoa, que deve ser confiável em uma troca social. Eu voto no partido X porque sou uma boa pessoa com os valores corretos e mereço ser reconhecido como tal. É um pouco como o verdureiro de Vaclav Havel no antigo sistema que coloca uma placa dizendo ”Trabalhadores do mundo, uni-vos” para se dar bem.
Políticos também sinalizam bondade. De certo modo, é um pouco difícil entender que os políticos estão interessados em sinalizar o bem, mas não em fazer o bem. Até mesmo pessoa altamente cultas foram enlaçadas, de alguma forma, na retórica agradável, porém vazia, de algum partido ou outro.
O que “bondade” significa varia de um eleitorado a outro. Assim, temos debates acalorados sobre os sinais sem muita diferença nas escolhas políticas realmente feitas. Senador Obama, por exemplo, sinalizou seu respeito superior às liberdades civis, o Estado de Direito e a Constituição dos Estados Unidos. Porém, presidente Obama está sendo um discípulo quase perfeito do seu aparente ídolo, George W. Bush.
O Partido Republicano sinaliza a bondade em parte falando sobre o livre mercado. Em substancia, entretanto, ele é pró-negócios e não pró-mercado. Eu não posso realmente entender por que tantos liberais clássicos são fortemente ligados ao Partido Republicano, a menos que seja por confundirem a retórico pró-mercado do partido com essência pró-mercado. Eles deveriam aprender que política é sobre sinalizar o bem, não sobre fazer o bem.
O Partido Democrata sinaliza o bem falando sobre igualdade, especialmente igualdade racial. Em essência, todavia, suporta políticas como salário mínimo as quais são desproporcionalmente danosas aos afro-americanos.
Que a peste caia em ambas as casas.
Tradução
Guilherme Inojosa
Retirado do blog Think Markets.





Krugman deve adorá-los. [/ironia]