
Dia da Terra, pra mim, significa uma oportunidade para expressar gratidão por todos os meios pelos quais o capitalismo torna nossas vidas e meio-ambiente mais limpos e saudáveis.
Sou grato pelo automóvel, que limpou nossas ruas e estradas das fezes de animais, que já são sujas e nojentas, e que atraem moscas que as espalham dentros de nossas casas e locais de trabalho.
Sou grato pelo automóvel também porque ele nos permite viajar em um ambiente mais limpo do que quando tínhamos que viajar sobre o lombo de um cavalo. Automóveis modernos refrescam ou aquecem o ar imediatamente, fazendo com que seus passageiros se sintam confortáveis e, no verão, menos suados e fedorentos.
Sou grato pelo ar condicionado que mantém nossos ambientes interiores não apenas confortáveis, mas mais saudáveis, à medida que nos permite manter os insetos do lado de fora de nossas casas, lojas, fábricas e escritórios – e também, em lugares úmidos, reduzir dramaticamente o surgimento de mofo e fungos em nossos lares.
Sou grato pelo encanamento (As propriedades antipoluentes aqui são tão óbvias para descrever). Há também as fraldas descartáveis – produto pelo qual sou mais grato ainda.
Sou grato pelas sopas baratas, shampoos, pastas de dente, fio dental, lenço de papel e bandagens de plástico e outros itens de primeiros-socorros que tornam possível nos despoluirmos regularmente.
Sou grato pelos eletrodomésticos, que (junto com detergentes modernos – pelos quais também sou grato) nos permitem limpar nossas roupas e louças sujas – limpá-las mais profundamente do que era possível no passado, e gastando muito menos tempo do que antes. Esses aparelhos nos permitem reciclar nossas roupas e louças para muitas reutilizações.
Sou grato pela eletricidade, por tornar esses aparelhos possíveis – e por permitir iluminarmos nossos lares sem velas sujas e esquentarmos nossas casas sem carvão, lenha, turfa, ou outras substâncias imundas.
Sou grato pelos plásticos, que muito efetivamente e a custos muito baixos nos permitem isolar bactérias. Uma sacola de plástico, por exemplo, mantém a bactéria da comida confinada no seu interior.
Sou grato pela refrigeração, por retardar o crescimento de bactérias e manter nossa comida mais limpa e saudável.
Sou grato pelos fertilizantes químicos, que aumentam a produtividade do solo, auxiliando na prevenção da má nutrição – capacitando nossos corpos para lutarem contra doenças que mais provavelmente atingiriam, podendo até matar, pessoas mal nutridas.
Sou grato pelas fábricas (e pelos combustíveis que as movem) que tornam possíveis coisas como os têxteis modernos – que, em sociedades de mercado livre, proporcionam até a pessoas pobres várias mudas de roupas limpas.
Sou grato pelos inseticidas modernos e purificadores, que nos protegem de insetos e bactérias que, de outra maneira, iriam poluir nosso ambiente.
Sou, em resumo, grato pelos mercados livres baseados na propriedade privada, que são o motor por trás desses (e muitos outros) anti-poluentes – uma força tão poderosa que hoje podemos aproveitar o incrível luxo de podermos nos preocupar com tantas formas de problemas ambientais tão distantes e especulativos, como a extinção de espécies e aquecimento global.





